Seu navegador não suporta java script, alguns recursos estarão limitados. “Formar cidadãos íntegros e participativos é o caminho para gerar instituições públicas responsáveis e eficientes”, defende promotora em Congresso do MP - Conselho Nacional do Ministério Público

Patricia Poli“Eu acredito nisso: só teremos instituições probas, eficientes, responsáveis e capazes de atender bem a sociedade se tivermos cidadãos íntegros e participativos. Precisamos combater a corrupção na origem, mudando a cultura da falta de freios morais que se instalou no país”. A ideia foi defendida pela promotora de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e membro auxiliar do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Luciana Asper, durante palestra realizada no 9º Congresso Brasileiro de Gestão do Ministério Público nesta quinta-feira, 13/9.

Segundo a promotora, uma pesquisa de opinião da Fundação Getúlio Vargas, realizada em agosto deste ano, mostrou que o principal fator responsável pela angústia do brasileiro é a corrupção, apontado por 62,3% dos entrevistados. “De 2015 pra cá, o maior problema para a população deixou de ser segurança pública, saúde ou educação e  passou a ser corrupção. As pessoas já compreendem que esse é o problema-mãe de todos os outros”, afirmou. “Não é possível assegurar os direitos fundamentais sem combater a corrupção. Entender isso é fundamental”, complementou.

Para a palestrante, o enfrentamento à corrupção passa pelos freios jurídicos, de governança e também morais e sociais. “Muitas pesquisas mostram que o brasileiro se rendeu à cultura do ser esperto e se moldou ao ecossistema da corrupção porque ele acha que não vale a pena pagar o preço da honestidade nesse ecossistema”, explicou. “E são essas pessoas que estarão à frente da gestão pública”.

Luciana Asper apresentou ainda um dado que surpreendeu a plateia: 71,6% dos brasileiros, se pudessem, sairiam do país, segundo pesquisa realizada recentemente pela FGV. “Quantas pessoas hoje, desiludidas, dizem que não vão votar? Não podemos lavar as mãos para a nossa nação. A desesperança tira das pessoas a autorresponsabilidade, o que dificulta o controle social”.

Fazendo uma analogia com o cuidado à prática da medicina, a promotora disse que é mais fácil prevenir que tratar os pacientes no ambulatório ou na UTI. “Precisamos vacinar a população para resolver a corrupção na origem, antes que ela aconteça, porque essa é forma mais eficiente de combater o problema”.

Nesse contexto, Luciana Asper citou projetos desenvolvidos por meio do Programa Nacional de Prevenção Primária à Corrupção, desenvolvido pela Ação 6 da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), que reúne diversas instituições públicas.  Entre as iniciativas estão a Campanha Todos Juntos Contra a Corrupção,  lançada em 2017, que abriu um chamamento para reunir e compartilhar iniciativas bem-sucedidas de combate ao problema. “Se formarmos cidadãos íntegros, responsáveis, teremos instituições probas e serviços públicos melhores”, conclui a promotora.


Congresso

O 9º Congresso Brasileiro de Gestão do Ministério Público, promovido CNMP, tem como tema “Ministério Público e integridade: governança ética, persecução penal e direitos humanos”. O evento reúne mais de 500 membros e servidores da instituição nos dias 13 e 14 de setembro, no Instituto Serzedello, em Brasília/DF. 
A proposta do Congresso  é trazer temas orientados à sociedade com o objetivo de gerar reflexões no âmbito do Ministério Público sobre a garantia da integridade pública em todas as relações sociais.

Foto: Sérgio Almeida( Ascom/CNMP).

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