Já está disponível o resultado da pesquisa acadêmica apoiada pela Corregedoria Nacional do Ministério Público (CNMP) com o objetivo de fomentar o conhecimento e subsidiar o desenvolvimento de políticas institucionais. Realizado entre agosto e outubro de 2024, o estudo mapeia o perfil sociodemográfico, as trajetórias profissionais e as opiniões dos integrantes do Ministério Público brasileiro. O trabalho deu origem a um e-book, que apresenta uma análise abrangente da composição e da atuação da instituição no país.
A pesquisa foi coordenada por professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), em parceria com o Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação (INCT/CNPq), e contou com o apoio da Corregedoria Nacional do CNMP, da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e da Associação Nacional dos Procuradores e das Procuradoras do Trabalho (ANPT).
Ao incentivar os procuradores-gerais dos ramos e unidades do Ministério Público a participarem e divulgarem a iniciativa, por meio de ofício-circular, bem como sugerir questões a serem formuladas que serão relevantes para o conhecimento da Instituição do MP brasileiro, o corregedor nacional do Ministério Público, Ângelo Fabiano Farias, destacou o caráter estritamente acadêmico da pesquisa e seu propósito de aprofundar a compreensão sobre o papel dos membros da instituição. Segundo ele, os resultados contribuem diretamente para o aprimoramento das políticas institucionais conduzidas pela Corregedoria Nacional.
O levantamento obteve 2.054 respostas ao questionário enviado. O resultado revela não apenas dados sobre o perfil e a trajetória dos integrantes da instituição, mas também identifica desafios enfrentados no controle da atividade policial e a opinião dos membros do MP sobre temas como direitos humanos, política criminal e o papel institucional do MP.
De caráter estritamente acadêmico, a pesquisa teve participação voluntária e assegurou o sigilo das informações, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A coordenação do estudo ficou sob a responsabilidade da professora Ludmila Ribeiro, da UFMG, com o apoio de uma equipe multidisciplinar formada por especialistas em sociologia, ciência política, direito, história e comunicação.
Acesse o e-book.
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