Seu navegador não suporta java script, alguns recursos estarão limitados. Procuradora-geral de Justiça do ES fala, no Em Pauta, sobre a Administração Superior do Ministério Público no enfrentamento da crise causada pela Covid-19 - Conselho Nacional do Ministério Público
Capacitação
Publicado em 21/1/21, às 11h00.

 

paint empauta“Durante uma crise, o Ministério Público torna-se ainda mais essencial para a garantia da cidadania”, afirmou a procuradora-geral de Justiça do Espírito Santo, Luciana Gomes Ferreira de Andrade, no programa Em Pauta, que foi veiculado nesta quinta-feira, 21 de janeiro. Iniciativa da Unidade Nacional de Capacitação do Ministério Público (UNCMP), a palestra virtual debateu a temática “gestão em tempos de crises complexas: o Ministério Público e o paradigma da pandemia de Covid-19".

Com quase meia hora de duração, o programa foi mediado pela conselheira Fernanda Marinela, presidente da UNCMP. A íntegra do vídeo já está disponível no canal oficial do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) no YouTube e pode ser acessada por todos os interessados.

Destaques

Luciana Andrade contou que, antes mesmo da chegada do vírus a terras capixabas, foi formado um gabinete de crise no MP/ES, envolvendo o gabinete dela, em nível estratégico, e todas as áreas táticas da instituição. “Estabelecemos mecanismos de trabalho, inclusive a partir das orientações vindas da Comissão da Saúde do CNMP, fizemos um plano estratégico para controlar e prevenir a Covid-19 e integramos uma grande força-tarefa que juntava todos os órgãos de execução do Espírito Santo”, explicou.

Para manter a instituição funcionando mesmo de portas fechadas, como ocorreu nas primeiras semanas de pandemia, o investimento em tecnologia foi fundamental, segundo Luciana Andrade, já que o trabalho remoto passou a ser uma realidade. Porém, para ela, nenhuma máquina pode tomar de forma completa as posições ocupadas por membros e servidores.

“O MP/ES é muito entusiasta da tecnologia como apoio, mas não como substituição nossa. O membro tem que estar empoderado, junto à população. O cidadão deve ser acolhido dentro do Ministério Público por servidores, estagiários e promotores de Justiça. A tecnologia vem para apoiar, para permitir maior acessibilidade à instituição, mas jamais para nos substituir”, falou.

A procuradora-geral de Justiça também deixou o recado de que, sempre respeitando os procedimentos sanitários, como uso de máscaras e álcool em gel, os membros do Ministério Público, neste momento difícil, devem estar ainda mais disponíveis aos cidadãos.

“Precisamos estar acessíveis. Não podemos nos encastelarmos, pois estamos aqui para servir a população. Devemos olhar atentamente para as questões sanitárias, olhar uns pelos outros e ter no Ministério Público um guardião da cidadania”, concluiu.

Por sua vez, o secretário executivo da UNCMP, Danni Sales, ponderou que a procuradora-geral de Justiça do Espírito Santo, Luciana Gomes Ferreira de Andrade, desnuda o novo desafio enfrentado pelas administrações superiores do Ministério Público: a busca por investimento em tecnologia sem se descurar da necessidade de preservar a humanidade e a pessoalidade das tratativas entre membros do MP e a sociedade. “É nas crises mais agudas que algumas instituições demonstram a habilidade de garantir aos cidadãos o mínimo existencial para exercício da cidadania”, falou.

Em Pauta

O programa Em Pauta é promovido com o objetivo de discutir temas jurídicos de grande relevância, com impactos na atuação de membros do MP em todo o país. As palestras são realizadas virtualmente, sempre às quintas-feiras, às 10 horas.

Foto: Sergio Almeida (Secom/CNMP).

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