Seu navegador não suporta java script, alguns recursos estarão limitados. Matérias de rádio e TV sobre desigualdade social para mulheres negras, prisões injustas e ressocialização de presos são vencedoras do Prêmio Respeito e Diversidade - Conselho Nacional do Ministério Público
Prêmio Respeito e Diversidade
Publicado em 21/9/21, às 17h52.

radioNa modalidade Imprensa, dentro da categoria Radiojornalismo e Telejornalismo, os vencedores do Prêmio Respeito e Diversidade foram: Aline Costa e Silva (1º lugar), Pedro Junior Rockenbach (2º lugar) e Eduardo de Matos Silva (3º lugar). Os jornalistas foram contemplados nesta terça-feira, 21 de setembro, durante a solenidade de entrega do Prêmio, na sede do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), com transmissão ao vivo pelo canal da instituição no YouTube.

As matérias e reportagens de rádio e TV trouxeram informações que promoveram a conscientização sobre valores basilares de uma sociedade democrática e livre de preconceitos. O primeiro colocado recebeu R$ 20 mil; o segundo lugar, R$ 15 mil; e o terceiro, R$ 10 mil.

A jornalista Aline Costa e Silva, repórter da Agência Radioweb, foi a grande vencedora com a reportagem de rádio “Mulheres negras são mais exploradas e negligenciadas socialmente”. A matéria foi elaborada para a plataforma de radiojornalismo em março deste ano, em alusão ao mês de luta das mulheres. Aline Costa afirma que procurou mostrar o significado de ser uma mulher negra em um “mundo opressor”, abordando dados estatísticos e entrevistando especialistas para falar sobre o tema.

Pedro Junior Rockenbach, jornalista da Rede Globo, ficou em segundo lugar com a reportagem de TV “Catálogos de suspeitos levam inocentes para a cadeia”, veiculada pelo programa Fantástico. São coautores do trabalho: James Luiz Alberti, Janaina Araujo Correia e Renata Marcia Ceribelli.

Rockenbach explica que a investigação e a produção da reportagem duraram quatros meses. “Em 2020, começamos a catalogar notícias de prisões injustas por reconhecimento fotográfico no Rio de Janeiro. A partir desse compilado de notícias, percebemos que esses casos não eram pontuais, mas que poderiam ser consequência de um problema maior e estrutural. Por isso, pedimos um levantamento ao Conselho Nacional dos Defensores Públicos do Brasil”, disse o jornalista.

Rockenbach complementa que a intenção passou a ser descobrir se as prisões injustas eram um problema nacional: “Os casos se repetiam em, pelo menos, dez estados brasileiros. Foi, então, que passamos a olhar a fundo esses processos e ouvir vítimas, especialistas e autoridades para levantar o debate sobre as falhas do reconhecimento fotográfico e o que podia ser feito para impedir a prisão de inocentes”. Por fim, sobre o Prêmio, ele diz que “ajuda a reverberar e destacar ainda mais a necessidade do debate em torno do tema”.

“Prisão sem guardas: uma oportunidde real para a ressocialização de presos”, veiculada pela Rádio Gaúcha, levou o jornalista Eduardo de Matos Silva a conquistar o terceiro lugar. Segundo o autor, ele “buscava um exemplo de algum local que fosse uma espécie de ilha no meio do sistema prisional”. Assim, o vencedor encontrou a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados de Porto Alegre: “Lá, os índices de reincidência são baixos, os presos realmente querem mudar de vida e não se fala em crime. Conversei com apenados que estão há mais de 30 anos presos, que cumprem penas superiores a 120 anos. É um método que não substitui o sistema penitenciário tradicional, mas, sem dúvida, veio para ajudar”, compartilha Matos.

Eduardo Matos agradeceu o reconhecimento de seu trabalho: “É com muita satisfação que recebo o Prêmio Respeito e Diversidade. Nenhum jornalista deve fazer uma reportagem visando a um prêmio, mas matérias de profundidade e com qualidade merecem ser premiadas. Que bom que o CNMP possui esse prêmio para jornalistas. A função do jornalista é essencial para a sociedade. Precisa ser mais valorizada. Parabéns ao CNMP, que promove essa valorização”.

Comissão julgadora

Em 17 de junho, foram designados os integrantes da comissão julgadora responsável pela avaliação das atividades e dos trabalhos inscritos no Prêmio. Compuseram a comissão a promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de Goiás Tamara Andreia Botovchenco; o promotor de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia Edvaldo Gomes; a procuradora regional do Trabalho Ludmila Reis; e os jornalistas William Waack e Heraldo Pereira.

O projeto

O projeto Respeito e Diversidade foi pensado para estabelecer o desenvolvimento de um conjunto de ações interinstitucionais contributivas à construção de uma sociedade livre e democrática, firme no cumprimento do destacado papel do Ministério Público como instituição indutora e promotora da defesa da garantia dos direitos humanos e da concretização da cidadania para todos e voltado à disseminação de uma cultura social inclusiva, pautada no pluralismo e na compreensão das diferenças como expressão da singularidade do ser e da multiplicidade que marca o Brasil.

A premiação é uma das atividades do Projeto Respeito e Diversidade, fruto da cooperação entre o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o Ministério Público Federal (MPF), por intermédio da Procuradoria-Geral da República (PGR), e a Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU).

Veja mais fotos 

Acesse aqui o hotsite

Veja aqui a íntegra do evento

Secretaria de Comunicação Social
Conselho Nacional do Ministério Público
Fone: (61) 3315-9424
jornalismo@cnmp.mp.br 
Twitter: cnmp_oficial
Facebook: cnmpoficial