Seu navegador não suporta java script, alguns recursos estarão limitados. “Nós precisamos ser empáticos. Esse é o nosso grande desafio no atendimento às pessoas com doenças mentais”, afirma convidado do Diálogos sobre Ouvidoria - Conselho Nacional do Ministério Público
Ouvidoria Nacional
Publicado em 7/4/22, às 15h54.

foto dialogos ouvidoriaAconteceu nessa quarta-feira, 6 de abril, o segundo episódio do programa Diálogos sobre Ouvidoria, que debateu a temática “Atendimento a Pessoas com Transtornos Mentais”. O convidado que tratou do tema é o médico psiquiatra Thiago Blanco Vieira. A edição foi transmitida ao vivo pelo canal do CNMP no YouTube e mediada pela membra auxiliar da Ouvidoria Nacional do MP Andréa Moura Santos Sampaio.

Inicialmente Thiago Blanco trouxe a própria visão sobre o papel das ouvidorias públicas no que diz respeito ao atendimento humanizado: “Não dá para trabalhar em ouvidorias aquele que não tem apreço pela vida humana e pelas histórias das pessoas. A ouvidoria é o instrumento mais democrático que temos na estrutura da rede pública. É um lugar em que as pessoas podem ser atendidas por motivos diversos, seja do ponto de vista de uma reclamação, de uma demanda específica ou de uma instrução sobre procedimentos administrativos”.

Em seguida, o psiquiatra explicou como as doenças mentais ainda geram preconceitos em desfavor dos pacientes: “A doença mental é muito assustadora para a maioria das pessoas, porque possui uma perspectiva de imprevisibilidade. Assim, existe uma lógica de estigmatização vinculada ao adoecimento psíquico. Os doentes psíquicos são representados na sociedade, de uma maneira geral, como pessoas que implicam risco a outras. E aí nós temos uma tendência a nos afastar dessas pessoas, o que deveria ser exatamente o contrário, porque essas pessoas são quem mais precisam de apoio”.

O convidado falou também a respeito dos diferentes perfis de pessoas que são acometidas por doenças mentais: psicóticas, com mania de perseguição; maníacas, com sentimento de grandiosidade; e desesperançosas, com comportamentos suicidas. Para ele, independentemente do tipo, o atendimento público é uma “janela de oportunidades para se acionar o serviço de proteção adequado e trazer o cuidado ao paciente”.

Por outro lado, explicou o psiquiatra que, durante o atendimento, também existem perfis diversos de interlocutores: o inexperiente, o afetado emocionalmente, o expert – áspero e direto, o distanciado e o empático. Thiago Blanco enfatizou que o grande desafio para o interlocutor é ser empático, gerando conexão.

“O que vai determinar um bom contato e um bom resultado do nosso trabalho é a conexão. Nós somos seres gregários por natureza. Não conseguimos viver bem e sermos felizes sozinhos. Conectar-se com outras pessoas é fundamental para ter qualidade de vida”, destacou o psiquiatra.

Programa

O Diálogos sobre Ouvidoria é um programa de encontros mensais e virtuais entre a Ouvidoria Nacional do Ministério Público e as Ouvidorias do MP brasileiro. As edições serão transmitidas, em tempo real, pelo canal do CNMP no YouTube.

Assista aqui à integra do programa desta quarta-feira, 6 de abril.

Programação das próximas edições

Tema: “Ouvidoria das Mulheres: orientações sobre o atendimento”
Data: 18 de maio, das 10h às 12h
Palestrante: Gabriela Manssur, membra auxiliar da Ouvidoria Nacional

Tema: “Ouvidoria como órgão de comunicação pública: a linguagem simples e o uso de redes sociais”
Data: 2 de junho, das 10h às 12h
Palestrante: Janaína Negreiros Sieber Padilla, secretária ministerial/ Ouvidoria MP/PE

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Foto: Sergio Almeida (Secom/CNMP). 

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