Foi no compasso da celebração pelos 20 anos de existência que o Conselho Nacional do Ministério Público abriu espaço para ouvir quem ajudou a escrever essa história. Nessa terça-feira, 24 de junho, foi lançada, na sede do CNMP, em Brasília, a publicação Memórias do CNMP, uma coletânea com relatos de 53 ex-conselheiros e conselheiras que marcaram a trajetória da instituição.
Iniciativa da Comissão de Acompanhamento Legislativo e Jurisprudência (CALJ), presidida pelo conselheiro Edvaldo Nilo, a obra foi concebida como um tributo à construção coletiva do CNMP e à consolidação da identidade institucional. Com 127 páginas on-line, a publicação oferece leitura dinâmica: o leitor pode acessar diretamente cada depoimento por meio de links no índice. 
Além de recordar julgamentos marcantes e ações concretizadas durante os mandatos, os ex-conselheiros e ex-conselheiras refletem, na publicação, sobre o impacto da criação do CNMP para o Ministério Público e para a sociedade brasileira. Muitos deles direcionaram palavras aos que chegam agora à carreira ministerial, destacando o compromisso que assumem com o país.
“O Projeto Memórias surgiu da percepção da necessidade de se produzir um relato alicerçado na ótica e nas experiências de cada membro que integra ou já integrou o CNMP, de modo a contribuir para o resgate da memória institucional desde a sua implantação constitucional”, explicou Edvaldo Nilo. 
O conselheiro destacou que o projeto também abriu espaço para sugestões de aperfeiçoamento do CNMP e do Ministério Público brasileiro. “Preservar a memória institucional e homenagear aqueles que construíram com a identidade nacional da Corte e desenharam a linha de atuação de um novo órgão de controle nacional é essencial para fortalecer a marca da instituição e preservar a sua identidade”, disse o conselheiro.

Durante a solenidade de lançamento da publicação, o subprocurador-geral de Justiça Militar Antônio Duarte, que compôs o CNMP de 2013 a 2017, falou em nome dos conselheiros e ex-conselheiros. “Fico feliz de observar que o ato que criou a Comissão de Memória produziu frutos porque todos os que me sucederam, nas diversas composições, preocuparam-se em resgatar a memória institucional desta Casa e projetar luzes sobre o Ministério Público brasileiro, concitando a todos para que tivessem o compromisso de mostrar aquilo que foi feito, o que pode ser feito e o que ainda haverá de ser feito”, complementou. 
Além de conselheiros e ex-conselheiros do CNMP, prestigiaram a cerimônia o secretário-geral, Carlos Vinícius Alves Ribeiro, membros auxiliares, procuradores-gerais de Justiça, membros do Ministério Público, presidentes e representantes de associações, advogados e servidores.
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Fotos: Leonardo Prado (Secom/CNMP).

