Com foco em soluções céleres para processos complexos, o Observatório de Causas de Grande Repercussão realizou mais uma reunião nessa quarta-feira, 17 de setembro, na sede do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em Brasília. O colegiado é gerido em conjunto pelo CNMP e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Na pauta, foram discutidos processos de adoção de crianças indígenas, demanda recorrente no Ministério Público Federal. Também houve análise de casos sobre povos indígenas, como a desocupação da terra indígena Kawahiva, no Mato Grosso, e a contaminação do povo Xikrin, no Pará.
Outro tema foi o encerramento do aterro sanitário de Marituba, único licenciado no Pará. A situação preocupa diante da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), já que o estado está sem espaço adequado para resíduos. Também entrou em debate o georreferenciamento da Reserva Extrativista Chico Mendes, em Xapuri, no Acre.
Casos criminais de grande repercussão seguem em acompanhamento, como a Chacina de Unaí (Minas Gerais); o desaparecimento de Davi Fiúza (Bahia); a morte de Kathlen Romeu, atingida por disparo de fuzil no Rio de Janeiro; e o assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips, na Amazônia.
Despedida
No encerramento, os participantes prestaram homenagem à secretária-geral do CNJ, Adriana Cruz, em sua última reunião no Observatório. O secretário-geral do CNMP, Carlos Vinícius Ribeiro, convidou-a a presidir a sessão.
“Hoje é um dia especial: a última reunião de Adriana como secretária-geral e a primeira com a presença de Clara, que assumirá essa difícil missão. Ser secretária-geral é um grande desafio, mas também uma oportunidade de contribuir de forma significativa”, afirmou Ribeiro.
Adriana agradeceu a parceria construída. “Só tenho a agradecer por toda a acolhida, o carinho e a parceria, e desejar uma caminhada de luz para os que seguem. Os conselhos são, às vezes, terrenos difíceis de caminhar, mas também espaços onde podemos fazer a diferença.”
Ela será sucedida pela juíza auxiliar da Presidência do CNJ, Clara Mota, que esteve presente e recebeu as boas-vindas do colegiado.
Fotos: Leonardo Prado (Secom/CNMP)
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