Seu navegador não suporta java script, alguns recursos estarão limitados. Pesquisadores falam sobre diagnóstico da saúde mental dos integrantes do Ministério Público realizado pelo CNMP - Conselho Nacional do Ministério Público
Comissão da Saúde
Publicado em 21/7/21, às 18h59.

CESA Comissão de Saúde (CES) recebeu nesta quarta-feira, 21 de julho, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) que elaboraram o questionário sobre saúde mental de membros e servidores do Ministério Público para uma conversa sobre o projeto.

O bate-papo foi virtual em mais uma edição do Diálogos Interinstitucionais em Saúde. Os membros auxiliares da CES, Jairo Bisol e Marcelo de Oliveira Santos, conduziram o encontro que está disponível na íntegra no canal do CNMP no YouTube

A psicóloga e doutora em Sociologia pela UFRGS, Jaqueline Titoni, explicou qual o entendimento sobre trabalho para a equipe de especialistas que elaborou o questionário.  “A nossa equipe compartilha a ideia de que o trabalho é fundamental na nossa vida. Não se trata somente de garantia da nossa subsistência, da nossa sobrevivência. É por meio dele que fizemos planos, organizamos a nossa vida e a das nossas famílias. Então quando se fala de trabalho, se fala de uma série de fatores associados a ele e, por isso, a importância que ele tem na vida adulta e também na forma como transmitimos valores para as nossas famílias, crianças e jovens.”  

A pesquisa, segundo Titoni, “se propõe a identificar as questões de adoecimento e também os elementos que podem a vir a ser produtores de saúde no trabalho.”   

Para a professora Silvia Generali, psicóloga e doutora em Administração pela UFRGS, a pesquisa, que já era importante, ganha proporções ainda maiores com os impactos produzidos pelas mudanças trazidas pelo novo coronavírus: “Vemos um crescente adoecimento de servidores e membros por conta da pandemia que trouxe uma modificação muito súbita na forma de trabalhar, de se relacionar e como as pessoas se encontram ou deixam de se encontrar.”  

Generali falou também sobre as relações pessoais e o afeto como formas de lidar com a pressão e a estrutura hierárquica formal do serviço público. “É muito peculiar trabalhar no setor público, é uma experiência única. Pode trazer fator de adoecimento se a hierarquia e centralização for uma coisa considerada muito rígida, mas pode trazer grandes possibilidades de realização no momento que se consegue essa troca [proporcionada pelas relações pessoais], ainda que de forma informal, e o servidor e o membro mostram sua capacidade de criar e ser flexível em cima de algo que necessariamente o é”, afirmou. 

Metodologia da pesquisa  

Renato Colomby, professor do Instituto Federal do Paraná (IFPR) e doutor em Administração pela UFRGS, explicou que foram utilizados os melhores instrumentos já validados e legitimados nacional e internacionalmente no campo de pesquisa para a elaboração do questionário, que estará disponível até o dia 6 de agosto.   

Podem participar membros, servidores, estagiários e colaboradores de todas as unidades do Ministério Público em todo país, além do Conselho Nacional do Ministério Público e Escola Superior do Ministério Público.   

O tempo para responder a pesquisa varia entre dez e vinte minutos. Segundo o professor, antes de iniciar a pesquisa, o participante tem acesso a um termo de consentimento livre que explica detalhadamente os objetivos da pesquisa, os possíveis riscos, os benefícios e os contatos dos pesquisadores. 

Depois de consentir, o participante é direcionado para o questionário sociodemográfico e algumas perguntas sobre estilo de vida e hábitos de saúde. Na sequência, são postas questões relacionadas ao trabalho em contexto de pandemia e sobre fatores psicossociais, contexto organizacionais, as relações, o ambiente de trabalho, as atividades desenvolvidas e, ao final, um espaço aberto para considerações sobre a pesquisa.   

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Foto: Sérgio Almeida (Secom/CNMP). 

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