
O presidente da Comissão de Meio Ambiente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Thiago Diaz, afirmou, na quarta-feira, 8 de abril, que não há desenvolvimento humano sem preservação ambiental. A declaração foi feita na abertura do 24º Congresso Brasileiro do Ministério Público de Meio Ambiente, que reúne, até esta sexta-feira, 10, membros do Ministério Público, juristas, especialistas e ambientalistas para debater os desafios da proteção socioambiental e climática.
Promovido pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), em parceria com o Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), na cidade de Pirenópolis (GO), o congresso tem como tema “A Interdependência dos Biomas e dos Povos para o Equilíbrio Ambiental e Climático”.

Ao participar da solenidade de abertura, Thiago Diaz (foto) sustentou a importância da interconexão entre biomas, tecnologia e sociedade. Para ele, a pauta ambiental precisa ser compreendida como condição indispensável ao desenvolvimento humano. “Não há como se falar em desenvolvimento humano sem pensar em água pura, sem diminuição de agrotóxicos nos alimentos e com poluição do ar”, afirmou.
O congresso busca identificar oportunidades para que diferentes atores e setores contribuam com a proteção socioambiental, a redução das mudanças climáticas e o enfrentamento de ilícitos ambientais. A iniciativa também busca fortalecer a integração e a resolutividade da atuação do Ministério Público, inclusive de forma preventiva, além de estimular o desenvolvimento e a implementação de ações estratégicas baseadas em boas práticas já adotadas.
A programação inclui painéis interdisciplinares, apresentação de experiências exitosas, projetos voltados à conservação socioambiental e debates sobre o trabalho desenvolvido pelo Ministério Público em articulação com outros órgãos e instituições.
Entre os destaques do primeiro dia estiveram a apresentação de projetos da Abrampa, a entrega do Prêmio José Maria da Silva Junior e as palestras sobre a interdependência dos biomas e dos povos para o equilíbrio ambiental e climático.
Na quinta-feira, 9, a programação reuniu debates sobre direito ao clima, proteção do Cerrado, governança ambiental, biodiversidade, participação de povos e comunidades tradicionais, casos de sucesso na defesa do meio ambiente, combate à criminalidade organizada e cidades sustentáveis.
Já nesta sexta-feira, 10, os debates se concentram em inovação e tecnologia para sustentabilidade ambiental, licenciamento ambiental e segurança jurídica, além da palestra de encerramento sobre natureza, saúde mental e espiritualidade.
Com informações do portal da Abrampa.
Fotos: MPGO